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Arquitetura(https://revistause.com.br/category/arquitetura/) 22 de outubro de 2026
Entre luz e arquitetura, Starlane ganha novo teto cenográfico em São Paulo
Revista USE.(https://revistause.com.br/author/revista-use/)
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Novo projeto da PH Lighting transforma luz , design e tecnologia em uma instalação que muda de atmosfera ao longo da noite
Para transformar de vez a noite paulistana, não basta ser ter a melhor música e os melhores drinks, é preciso pensar fora da caixa. É com essa proposta que o Starlane, ponto de parada obrigatório na Avenida Rebouças, inaugura um teto cenográfico, que integra intensidade e movimento conforme o ritmo da casa, fazendo o espaço transitar de bar e restaurante para uma atmosfera mais próxima de um club.
O projeto é assinado pela PH Lighting, que entra com uma bagagem construída justamente na interseção entre entretenimento, tecnologia e espaço. O estú dio, que re úne a experiência de Pieter den Hartog, lighting designer e programador com trabalhos em festivais como Tomorrowland, Rock in Rio, Lollapalooza, The Town, EDC e Defqon, e da cenógrafa Marcela Staffoker, que atua há mais de 15 anos em clubes e festivais, entre eles Zamna e Laroc.
A proposta parte de um elemento central: uma estrutura suspensa formada por mó dulos geom étricos de madeira, produzidos artesanalmente e atravessados por linhas de luz digital. O desenho nasce da própria identidade visual do Starlane e ocupa o teto como uma espécie de segunda arquitetura, capaz de alterar a leitura do espaço sem mudar sua configuraçã o.
“A gente decidiu dar uma renovada no visual do STARLANE porque acreditamos muito nisso: se tem alguma coisa que dá pra melhorar, vamos melhorar. Foi também uma oportunidade muito legal de começar essa parceria com o Pieter e com a Marcella.
Ent ão decidimos olhar principalmente para a parte interna e mexer justamente nos pontos que a gente sentia que ainda podiam ser melhores. Nã o é uma reforma para transformar o STARLANE em outra coisa. É pegar o que já existe, o que a gente gosta e o que funciona, e melhorar a experiência como um todo.
Vamos mexer na iluminação, na acústica e no som. Vamos colocar mais caixas embutidas no teto, melhorar o tratamento acústico das paredes e trabalhar a iluminação de uma forma mais interessante. São mudanças pontuais que, juntas, fazem bastante diferença na experiência como um todo.
E uma coisa que eu acho muito legal nesse projeto é que vai ser uma reforma meio vapt-vupt. Em três dias úteis a gente vai refazer tudo. É quase um projeto de plug and play: começa e, quando você v ê , j á aconteceu.
Claro que pra isso funcionar existe uma organizaçã o enorme por tr ás, tanto do nosso time quanto dos fornecedores e parceiros envolvidos. Mas o STARLANE també m é um pouco sobre isso: sobre conseguir ser rápido, estar sempre se movimentando e sempre trazer alguma coisa nova para quem vem aqui.
E por que agora, depois de um ano e meio? Não existe exatamente um grande motivo. Acho que um espaç o vivo tamb ém precisa ir mudando e evoluindo aos poucos. E é gostoso criar essa surpresa para o público, de entrar aqui e perceber que alguma coisa mudou.
No final, a ideia é bem simples: se dá pra melhorar, vamos melhorar. Sem precisar mudar tudo ou reinventar a casa inteira. Às vezes sã o v ários pequenos ajustes que, juntos, fazem a experiência ficar muito melhor.”
Uma arquitetura que muda ao longo da noite
As linhas de luz podem ser controladas individualmente e assumem diferentes combinações de cor, intensidade e movimento ao longo da noite. No início da operação, aparecem de forma mais contida; conforme a música ganha peso e o ambiente muda de ritmo, a iluminação acompanha esse deslocamento.
A estrutura também precisou responder a uma questão prática. Os equipamentos de ar-condicionado já instalados no salão faziam parte da paisagem do teto e não poderiam simplesmente desaparecer. A solução foi organizar os módulos ao redor dessa infraestrutura, incorporando-a ao desenho e reduzindo sua presença visual.
A geometria do teto também conversa com as grandes caixas acústicas desenvolvidas especialmente para o Starlane por Cristiano Zanette. Som, luz e cenografia passam, assim, a dividir uma mesma linguagem visual, em vez de aparecer como elementos independentes dentro do espaç o.
Da ideia à instalação
A concepção visual é de Marcela Staffoker, que conduz forma, material, proporção e experiência espacial.